domingo, 22 de agosto de 2010

Ao Prof. António Telmo - a memória perene de Portugal

António Telmo - o ancião de Estremoz deixou-nos ontem

O Prof. é como aquele que busca a Regra de Ouro. Não lhe importava, como o verdadeiro guerreiro, se a morte é o resultado da batalha. O que importa é se há algo genuíno na acção.

Na nossa última conversa, em Estremoz há um mês precisamente, falámos longamente sobre a influência dos alimentos na saúde. Ele explicou-me o que estava a passar, e de como simplesmente aceitava aquela "fase da vida" e estava a tratar-se com meios que achava adequados, tendo recusado abordagens violentas.

Quando lhe falei dos sumos que uso há longo tempo, ele recordou-se de alguém estrangeiro que tinha conhecido e que nem sequer comia pois alimentava-se do Sol.

Vejam:
http://arautodofuturo.wordpress.com/2009/09/16/sun-gazing/

Ele era mesmo assim: um dia chegados à rua onde morava, escutámos o Tejo (o seu Serra da Estrela) a ladrar, ele explicou com os olhos a brilhar: " Escutou Pedro? O Tejo sentiu a minha presença: para ele todos somos cães e eu serei o chefe da matilha" Rimos juntos com a visão do mundo do Tejo...

Estaremos juntos para honrar a sua presença por aqui, do nascimento à morte, na Vida que como o Prof. escreveu: "palavra que não tem contrário", e acrescento, continua sempre, como diz nesse site “Jamais houve um tempo em que eu não existisse, nem você… nem há um futuro no qual deixaremos de existir”.

Nunca esquecerei os concelhos que ele me deu sobre a educação de crianças, o livro "O horóscopo de Portugal" e afinal a presença brilhante que mais do que nas palavras escritas confirma a genuinidade delas e brilha para sempre. Como a de Agostinho da Silva.

Este blog é a minha resposta ao desafio que me fez: " Tem de escrever, pois se o faz para si porque não partilha com quem quiser ?". Um jovem sempre contagiante foi quem eu conheci na sua pessoa, Prof. António Telmo. Obrigado.

PS: António Telmo foi autor de extensa obra, entre ela "A História Secreta de Portugal".
para saber mais:
http://filosofia-extravagante.blogspot.com/

Resiliência

Quem não tem lembrança das couves que veêm de lá da "terra" ?
De facto, sempre foi assim: tínhamos acesso aos melhores produtos e mais saborosos frutos da terra. 

Em Portugal até há pouco mais de 30 anos todas as mercearias eram produzidas e comercializadas por empresas locais. 



Sempre foi assim, excepto nos últimos anos: habituámo-nos a ser consumidores, apenas.
O desafio é simples: sejamos interactivos, recuperemos o hábito de produzir e vender/partilhar/trocar, ser cidadãos mais completos:  produtores e consumidores locais.

A resiliência é agora algo que podemos e devemos recuperar... sempre foi nossa.

Começar de novo

Libertar ideias que vivem por aí
Vibrar o éter com algo de mim
Poder expressar que aqui
afinal, vale ao que vim

Lusaciência, teu nome
Florecer a tua sina
Em qualquer mente vizinha
do querer Terra viva

Filhos sãos
Terra Sã
Vizinhos irmãos
Aldeia nó de aldeias

Curar é medicina
Ensinar pelo belo
Ligar interior e exterior
Escrever, desenhar, semear, colher
Camponês do tempo fértil